Resenha de A Maldição de Tourette

A sexta-feira continua sendo dedicada a falar sobre Síndrome de Tourette, mas, hoje, quem escreve é Dulce Miller, blogueira que resenhou A Maldição de Tourette no blog A Moça do Sonho.

Tourette(ando)!*

Dulce Miller**

Foram dias turbulentos desde que ganhei o livro de presente do Giba e da Natália, a leitura foi lenta, porém profunda, mas finalmente consegui terminar. Numa comparação talvez um tanto absurda (quem tiver a oportunidade de ler os dois livros vai entender porque) foi mais ou menos como ler ‘Crime e Castigo’, romance fabuloso do escritor Fiodor Dostoievski, o qual levei nada menos que seis meses para terminar. Para ler A Maldição de Tourette, livro do Giba Carvalheira, foram dois meses.
O livro exige concentração e dedicação, porque é tão denso (ou tenso) que chega ser ‘pesado’ em alguns capítulos. Em outros gerou em mim uma espécie de enternecimento tão forte que em todas as vezes em que Giba chorou na história do livro, eu chorei também, como se estivesse vendo um filme da vida dele através do livro. Uma história triste, uma vida inteira sofrendo com o preconceito e a ignorância de outros humanos (?). Pois é. O fato é que o livro é sobre a vida do Giba, mas faz pensar sobre a vida de qualquer um de nós.
E me fez pensar e muito sobre a minha vida. Sobre o tempo que perdi (talvez sem querer, ainda não cheguei a uma conclusão definitiva sobre isto) mas enfim… Eu nunca sofri de síndrome alguma, nunca sofri preconceito algum em relação a nada durante minha vida inteira e não fiz dela nem metade do que Giba fez, principalmente uma faculdade – o meu grande e maior sonho. Sim, Giba mesmo ‘aos trancos e barrancos’ fez sua vida fazer sentido, fez valer a pena todo sofrimento, de várias e mesmo que sofridas formas, ele hoje se faz diariamente, um vencedor.
Não vou aqui fazer spoiler do livro, não é esta a intenção. Sinceramente acho que todos que tiverem oportunidade deveriam ler, tanto jovens quanto adultos, pois o livro aborda temas muito importantes, como o alcoolismo e o uso de drogas, além da doença (desconhecida pela maioria) e do preconceito em relação à ela.
O livro também fala de amor, é o que me deixou mais feliz depois de terminar a leitura – saber que Giba teve o privilégio e a sorte de ter em sua vida alguém que nunca o abandonou e que lhe ensinou o significado do verdadeiro amor, esse tal amor que discriminação e preconceito algum podem corromper.

*Texto originalmente publicado em A Moça do Sonho.

**Dulce Miller é a dona do blog A Moça do Sonho. Natália Raposo, em mini férias, volta na próxima sexta-feira, escrevendo – como sempre – sobre Síndrome de Tourette.
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Um comentário

  1. Cara Dulce, adorei ler sua reportagem. Você compreendeu perfeitamente a batalha de meu filho por um lugar ao sol: tão prendado e, ao mesmo tempo, tão discriminado.
    Ele merece ser reconhecido, não acha?
    Rosa Maria.

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