Voto de cabresto!

Estava eu com a minha companheira hoje no supermercado fazendo uma pequena feira. Quando chego, o porteiro me pegunta: “Sr. Giba, fulana de tal do quarto andar quer saber do seu voto em relação à mudança de piso no saguão do condomínio?”
Imediatamente perguntei se isso iria inflacionar o preço salgado do condomínio, e ele logo me disse que haveria uma taxa extra. Olhei para o piso, achei até bonitinho, e como estou de saída do apartamento no meio do ano, onde minha irmã retorna de uma aprazível folga de um ano do exterior, falei que meu voto era o de não mudar nada.
Acreditava no sigilo do voto, era voto secreto mesmo, pensei…
Pois bem, esta mesma senhora veio em meu apartamento perguntar porque eu não tinha votado a favor da mudança do piso, e eu dei os argumentos que aqui falei. Logo em seguida ela disse: “Então vou contar seu voto a favor, depois resolvo com a sua irmã!”
Parei para pensar: mas que absurdo isso? Quer dizer que a democracia é só para fora das paredes do prédio em que estou temporariamente morando? Afinal, sou ou não morador deste edifício?
Poderia contra-argumentar na hora, mas sabe aquela coisa de quem tem coração bom né? Não diz as coisas na hora, processa tudo na cabeça, e depois chega à conclusão de que o silêncio é a melhor maneira de não comprar um desentendimento… Afinal, vivemos em sociedade!
Sim, estou aguardando o momento de me comunicar via skype com a minha irmã para saber que atitudes tomar, mas acho isso um abuso. A democracia tem que começar no berço, e nos primórdios da sociedade, um mero condomínio de um edifício, é sociedade, assim penso!
São assuntos cotidianos, mas que se for levado em consideração algumas condições, verificamos que aqui as coisas não funcionam muito bem, concordam?
Como não sou proprietário, não tenho poder de decisão? E se o meu voto fosse o que faltasse para a situação ser resolvida? Acho que existe uma ditadura aqui no prédio, uma vez que essa senhora é a esposa do ex-síndico. Acredito que ela ainda queira mandar por aqui.
Bem, problema dela, nenhum centavo do meu bolso sairá para esse piso, e acredito que da minha irmã também não.
Vou tocando minha vida, observando o quanto os seres humanos são ridículos, e o quanto os valores morais não são respeitados!
Educação vem de berço… 
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