Tempo cego

Não consigo, definitivamente, lidar com o tempo, com o momento certo de acontecerem as coisas. Talvez seja uma característica crônica de ansiedade, mas esperar as coisas acontecerem no seu devido tempo sempre foi para mim algo angustiante.
Não consigo esperar um mês para uma coisa acontecer, e quando passa demoradamente esse mês, quando só faltam dois dias, aí é que minha cabeça entra em parafuso mesmo, pois os segundos passam a se transformar em minutos e os minutos em horas.
A sapiência manda sermos pacientes, mas algo dentro de mim me deixa completamente fora de controle. Definitivamente não sei jogar com o andamento das coisas, o tempo propriamente dito… Por mais que tente, sempre sou vítima dele.
Se conseguisse administrar isso dentro de mim, talvez conseguisse lidar melhor com essa vida torturante que está sempre esperando algo de muito importante. Não vou pormenorizar aqui as milhões de coisas que espero, mas existem, pelo menos, umas três que não suporto mais a demora, a espera para que elas aconteçam.
O tempo definitivamente declarou guerra contra mim…
Mas sigo, me torturo por dentro, dou uns dribles na minha mente, tento não pensar, por vezes uso de mecanismos que não quero, mas não adianta, essa escravidão da ansiedade me desola por completo, não sei definitivamente lidar com isso.
Eu sei que ainda é tempo, que já fiz a minha parte e que agora devo deixá-lo cuidar do resto; me resta me adaptar a essa mega ultra hiper ansiedade e tentar conviver da melhor forma possível com ela, por mais que às vezes eu caia em prantos e/ou tenha uma verdadeira “labirintite mental”. No fim das contas, a verdade é sempre uma só: depois que as coisas que me deixam ansioso e angustiado passam, sempre consigo perceber que elas transcorreram no seu tempo. Alivia, mas confesso que é muito desagradável viver desta forma.
Queria poder lidar melhor com essas coisas, mas caminho com essa angústia perpétua dentro do meu ser. Logo, não é de se surpreender que desde a meia noite eu esteja acordado esperando esse tempo passar… Resolvi escrever o texto de hoje ainda de madrugada; ajuda que quando eu o conclua e revise, pelo menos já esteja um pouco mais perto de o sol raiar. 
O sol raiando é um novo dia, mas antes, das cinco às oito da manhã, nada acontece, são mais três horas… Difícil isso, não? Sou verdadeiramente escravo dessa parada!

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