A reflexão visceral do espectro

A janela está semi-aberta, os primeiros raios de luz da manhã aparecem acanhados sob o meu olhar absorto. Estou ouvindo o velho barulho do caminhão de lixo que vem fazer a coleta sempre as 04:45h. É sempre assim, parece que o barulho do caminhão compete com o do meu ventilador.
Os predadores noturnos estão começando a se recolher, me sinto mais seguro para dar uma caminhada pelas ruas do meu bairro. Acabo de calçar meu tênis, o momento é o por os pés na rua, é momento de respirar esse ar puro.
O que mais poderia acontecer para tudo começar e terminar na mais pura harmonia? Sei do estado das coisas e mais ainda, sei que tudo termina sempre bem, nós é que criamos factóides para imaginar uma coisa só que possa dar errado.
Caminhemos nobres companheiros…
O vício que rasga a minha garganta com muito calor, alimenta o meu pecado. Não corro atrás de fantasias, muito pelo contrário… Quero apenas retroalimentar a minha sagacidade de artista conturbado pelos seus fantasmas.
Por várias vezes tentei encontrar um fim de caminho menos tortuoso, mas as indefinições e os prazos da vida me fizeram acreditar que dar tempo ao tempo para mim não funciona muito bem. Que venham todos os momentos de hoje, quero saborear eles com a maior fome possível, uma brutal fome que se alimentará das vísceras de minha compaixão…   

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