Parábolas

Um dia estava eu a contemplar a magia do esplendor. Olhava sempre para o espectro vegetal mágico, e esperava por seus frutos caírem da árvore.

Essa árvore secou…

Morreu com o sol dilacerante de todos os calores humanos que estavam aglomerados numa só atmosfera.

A seca comeu toda a sua esplendorosa e magnífica beleza.

Uma praga se instaurou durante sete longos anos, tempo suficiente para matar todas as formas de vida existentes no paraíso.

O paraíso virou inferno…

E depois desse longo tempo, um dilúvio caiu para semear a vida nova. Uma vida cheia de cicatrizes pelas mortes dos sete anos anteriores.

Nunca poderia imaginar que pudesse sobreviver a todo esse tormento. Nunca fiz questão de ter sobrevivido.

Poderia estar numa dimensão diferente, poderia estar desfrutando da mais completa e absoluta paz!

Mas o destino quis assim.

Chorei por muito tempo, sofri demasiadamente.

Foram anos de infortúnio…

A vida às vezes não vale a pena.

Daria uma moeda em troca de paz.

Só tenho essa moeda, e é essa fortuna que carrego para prosseguir em frente. A minha moeda da sorte.

No final das contas, a felicidade não é para todos. Tive o desprazer de sentir tão pouco dela…

Mas o que importa é que eu sobrevivi, portanto acredito ter uma missão.

Vou cumpri-la de forma reta, não vou fugir do meu destino…

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