No lombo do elefante azul

Distraído em reflexões abstratas, me pego a analisar como é simples toda uma casta social se voltar contra você.

Vamos começar pelo seio familiar. Ainda me lembro quando éramos cinco, hoje somos dezesseis, e aí meu camarada, é cada um por si.

Na sociedade brutal e cruel, digerir certas adversidades feitas por pessoas malévolas, consome todas as suas energias durante um grande tempo.

É tempo de recuperar?

Recuperar o que já se passou décadas e essa mesmice de ignorar o próximo chegou a ficar chato? Velho companheiro de jornada, as coisas não são fáceis.

Eu queria vomitar em tudo o que me cerca, deixar o cheiro imundo deste engodo que tive de digerir e tive que colocar para fora sem precisar enfiar o dedo na goela.

Ah, como eu estou aliviado.

As construções sociais são por demais conflitantes. Não quero imaginar que o malévolo esteja em todo canto, mas não percebo a compaixão dos que amam???

Ou deveriam amar??

Ou nunca amaram?

Sim, não ver uma pessoa numa comunidade praieira alternativa morrer de gangrena é fácil. Basta colocar ele para fora numa barraca, entre lobisomens e bestas feras, esperando sua morte chegar ( cena do filme: A Praia).

Se quero ser entendido, que eu seja direto, digo que sou abstrato, alternativo, escrevo por metáforas, uso de neologismos.

Sou verossímil!

Até a cor do elefante teve um significado…

Hoje é um bom dia para se fazer uma mudança de domicílio, concordam?

Estou me mudando para além do muro que divide a mim de todo o resto que sobrou de um banquele de luxo.

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