Mágicas cores…

Não sei, fui direto no meu banco de dados grátis, e coloquei a palavra: mágicas cores.

E essa foi logo a segunda que apareceu numa lista infinita. Mas o olho, e para não perder tempo, pois de fato me encantei, a salvei, e ainda coloquei além da arte em primeiro lugar, ainda coloquei o título, com o mesmo nome do que escrevi na busca.

Sim, a pasta: New Rock!

E assim, vou começando a introdução logo do texto.

Mas eu queria sentir o impacto que me causaria em ter visto o contraste desta bela imagem, com a facada que foi enfiada do meu peito.

Pois como sou livre, e converso com quem eu quero, principalmente os moradores de rua, que dormem no banco da Praça, lá no fundo, onde tem a Igreja.

A casa deles.

E tem uma senhora, idosa, que por incrível que pareça, na última conversa que tive com ela, me mostrou todos os livros que ela lia, e ainda contou a estória deles.

Estão vendo como a vida é surpreendente?

Uma moradora de rua intelectual.

E lógico que agora, eu como um observador nato, dou, diariamente, uma volta na Praça para observar.

E pela terceira vez consecutiva, não mais a encontrei, pois entendi que o melhor presente que eu poderia dar a ela era um livro, diante de tantos já dados, como cobertores, roupas, bonés…

E está acontecendo exatamente o evento da Vitória Régia, e pela terceira vez não a encontrei, sempre com o livro nas mãos. Festa da Igreja aqui da Praça, que complica o trânsito completamente.

E de tarde fui de novo, e outros dois lá, também moradores de rua, e que ainda dormiam, mas não tinha amizade, sumiram.

Resolvi insistir, e de novo fui lá, pela quinta vez, depois de uma hora e meia, calculado no relógio, com o livro na mão, e confesso, nem até foi surpresa: a praça foi limpa totalmente!

Onde eles estão?

Em que nova casa morarão?

Talvez em algum asfalto de alguma calçada, duro e sem nenhuma condição de sobrevivência digna, pois por mais indignante que seja a vida desta senhora, ela ainda possuía o lago para tomar banho.

E limparam numa festa da Igreja, reforço!

Voltei para casa chorando durante todo o percurso, segurando um livro escolhido à dedo por mim, para ela saborear e penetrar em outros universos que não seja o dela: fome, dor de dente, sol, mas, principalmente: FOME, SEMPRE!

E comia com as esmolas.

Olha, esse contraste foi a única forma de acalentar meu coração, já abatido.

E quando acabar esta festa, eles voltarão?

Acho que não, e nem sei para onde de repente eles foram deslocados, “remanejados.”.

Se já levados para um lugar em que nunca mais terei o prazer de revê-la e trocar informações e conhecimentos com ela?

Estou muito triste. Muito mesmo.

Já me mediquei para suportar esta dor.

Quero estar letárgico. Não dirijo mais. Não preciso pegar mais ao volante e ter reflexos.

Estão vendo aí essa realidade acontecendo.

Quem quiser, é só observar…

Eu possuo um “clic” privilegiado, mas está explícito, até para quem não o possui.

É só querer observar.

Vou acabando meu texto, não sei se ficou longo ou curto, mas foi exatamente o que queria dizer.

Amém!

Assim Seja!

 

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