Alvorecer do improvável tempo que não volta

 

Não pensava que o alvorecer seria tão tranquilo e silencioso.

Vou até colocar um pouco de música Clássica para interagir com essa paz que acaba de invadir o meu cérebro=coração.

Villa-Lobos…na verdade nunca tinha o escutado.

Um brasileiro no meio de tantos notáveis.

Ele deve ter algo de especial, para reverenciá-lo tanto. Ou é apenas porque ele é brasileiro? Vamos na balada, por enquanto estou achando um pouco fraquinho.

Mas o que interessa é o meu estado de espírito. Ele é o mais importante agora. É nele que eu tenho todas as minhas respostas junto a uma mera música que invade os meus ouvidos.

Será que está batendo?

Essa sintonia com essa música?

De fato não.

De fato o brasileiro quer entrar no rol, ou os brasileiros querem o colocar no rol dos notáveis da música Clássica, como notável, mas tenho que admitir, não, muito fraco.

Tirando avaliações musicais, queria me expressar, expressar de forma contundente para todas as observações que faço perante a vida, as pessoas, a mim.

Perdi muita gente amada, isso é o que constato hoje. Muitas mentes se foram, a vida leva mesmo.

Paro para observar todo o contexto familiar que observei ao longo da vida, de outras vidas inclusive (famílias alheias), e vejo que na sua grande maioria, é cada um por si.

Isso me deixa deprimido, pois ainda vivo a ternura da minha infância, onde a união dos irmãos, era tudo.

Mas essas palavras: pares….filhos…

Gente, como isso é destrutivo.

O contexto do acolhimento está descaracterizado por mim, por todas as minhas convicções juvenis.

As festas surpresa, os telefonemas.

Nada, nem tempo de atender acho que possuem mais.

Prazer, disponibilidade?

O fato é que quando ligo, nunca me atendem. E digo isso porque não possuo muita credibilidade mesmo. Pois para se ter credibilidade, tem que ser igual, ou pensar igual… afinal, onde está o amor?

Perdido neste emaranhado social, eu tenho uma mente que busca emoções tenras, mas elas se foram. como aquela adolescente que você foi apaixonado, e se reencontra depois de décadas, com filhos, e nem conversa, nada, por vezes fingem que não nos vêem.

É certo que o seio familiar existe as suas diferenças…errado!

E olha que meus Pais ainda estão vivos.

Imagino quando eles se forem, se é que estarei aqui neste Planeta.

Então vamos continuar com a solidão, vamos continuar a exercer literatura virtual só. Vamos fazer valer a máxima de que morreremos só mesmo.

E olha que já estou no MBP, pelo menos aqui, música brasileira de verdade…

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