O olhar cósmico da luz

Parece que já vai anoitecer.

Olha que aqui na minha cidade nem deu 14:00h.

Enfim, doido para essa noite chegar, com esse luar, no dia do meu aniversário, 21/01/71. Primeiro dia de Aquário. Terceiro milênio, a era de Aquário.

E não foi que esta danada apareceu, justo neste dia. Hoje é dia 25 de janeiro. O aniversário passou, mas ficou o questionamento cósmico da data que eu fiz 48 anos.

Da data que eu completei 1 ano de abstinência alcoólica, sem nenhuma recaída, pois eu já estava em desmame final desta letal droga.

Quando eu ainda recaía, era muito pouco. E um dia só, e um tormento pós esse dia, olha, um desarrumação mental sem precedentes.

E me lembro dessa última vez que recai, pois foi numa viagem da minha esposa, e esse bombardeio massivo do marketing em cima das cervejas artesanais.

Não resisti e queria sim, provar uma Ipa, e lá fiquei sabendo que existia outra mais forte, com o teor alcoólico maior, uma Petra. E veio o balde com duas Petras e uma Ipa.

Quando pedi a conta, o garçom achava que era um petisco solicitado, não acreditou, ao levantar as mãos para ele chegar em minha mesa, que eu já havia degustado, em 10 minutos, as três.

Sim, o alcoolismo que quase me mata duas vezes, e que foi uma constante, uma roleta russa que passei a viver, antes do Renascer, até eliminar de vez esta droga impiedosa.

Com ela, utilizei de tudo durante toda a minha vida.

Alcoolizado, as portas para as outras drogas vieram.

Sim, a bebida é a verdadeira porta para as outras drogas…sociedade hipócrita.

Mas tudo bem, eu estou até vitimado hoje pela denominação do “careta”, que é o cigarro, mas até ele, o primeiro trago foi dado alcoolizado, e do cafezinho.

O corpo não responde em várias funções, e ainda carrego a herança maldita da bebida que foi o tabagismo, que espero também eliminar da minha vida.

Não sei se terei tempo ainda, mas eu abusei muito do meu organismo, fui ao limite máximo.

Portanto agora, que venha todas as sequelas do álcool: EU SEI LIDAR COM A DOR!

E a Lua vermelha, ficará totalmente na minha visão introspectiva e solitária da minha madrugada dos 48 anos.

Da minha madrugada do 1 ano de abstinência alcoólica.

Não sou mais anônimo, já quebrei há décadas o meu anonimato, mas aqui, apenas um relato solitário, pois toda escrita é solitária mesmo.

Apenas Ravel sendo executado e meus ouvidos captando sua bela música.

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