A blasfêmia do padre

A arte de se fazer arte, se de organizar com arte, de se reprogramar com arte, de se reinventar com arte, na verdade eu daria uma variável incrível aqui, pois não me faltaria vocabulário para o tal.

Sinto energias diferentes ultimamente.

Na verdade essa inconstância de olhares e barulhos esquisitos que me atormentam madrugada adentro, e que vem desde o dia claro, nas atividades rotineiras e com contatos com as mesmas pessoas…diálogos esquisitos…retinas de olhares esquisitos.

Existe de fato uma constante nessa rotatividade depois que a tal da Lua ter ficado vermelha, e isso eu já havia detectado, pois foi no dia do meu aniversário, no dia em que eu completei 48 anos de idade.

Eu estava só, solitário na frente do meu laptop, digitando numa das que seria “maratonas literárias”, quando fui avisado por alguém, e fui imediatamente observar.

O fenômeno de fato me chocou.

Eu fiquei hipnotizado, fiquei muito encantado com aquele fenômeno cósmico ter acontecido no dia do meu aniversário.

E fui incorporado por um sentimento de resgate a mim mesmo. O resgate da auto estima. O resgate peniano. O resgate moral e sereno de que a vida e seus conflitos existenciais, são na verdade questionamento de todos.

Cada um tem as suas convicções formadas, e por mais que eu procure, acho muito difícil o tal do “ofertar conhecimento”, e por vezes somos “ofertados” por uma pessoa inesperada.

Um dia, há quatro anos atrás, morando em outro bairro, resolvi comungar, pois assim me ensinou o meu Padrinho de Crisma: “na hora que você achar necessário, comungue.”! E o Padre da Paróquia do Colégio Salesiano, pasmem, me proibiu de comungar, pois eu tinha que me confessar tal dia para o tal.

Óbvio que fui imediatamente argumentar com ele, e ele foi logo reclamando do cheiro de nicotina das minhas mãos e disse: “eu não te dou a hóstia.”!

ABSURDO!

E saí da Igreja, e o vi com a sua fiel platéia ele dar o seu show.

Porém as variáveis…lá fora, um senhor muito humilde, veio a mim, e me pediu um cigarro. E evidentemente eu dei e relatei o ocorrido, e ele pediu para eu dar as minhas mãos a ele.

E lá fez uma prece e disse ser Católico, e que não acreditava no poder da batina, e qualquer Católico poderia dar a benção representativa da hóstia.

E apertou minhas mãos e passou uma energia mística.

E recebi ali simbolicamente a minha comunhão.

Foi isso que me atrapalhou nas minhas convicções Cristãs, que demorou uma transição de quase cinco anos, para eu aceitar Cristo, DA MINHA FORMA, no meu coração.

Pois em mim não há a mínima maldade, e sim uma pessoa do bem, que ama o próximo e sente as dores e cicatrizes alheias, pois sou um CRISTÃO, como aquele, que me pediu o cigarro.

UM PECADOR (segundo o idiota da platéia referida DA PARÓQUIA DO SALESIANO!).

E disse, e se quiserem saber quem é, é só aparecer lá sábado e domingo.

Está feito o meu registro “atemporal”, e que fique bem registrado esta blasfêmia que recebi do dito padre, com letra minúscula.

Pois evidentemente, de fora da Igreja, eu ouvi o que ele disse exatamente e pensei: “se eu estivesse no lugar dele, daria um sermão um milhão de vezes melhor que o dele”, o coitado da mente pequena, parece que falou sem profundidade, do Antigo Testamento.

Era melhor ter focado João, com o seu Apocalipse, que por mim foi lido e relido mais de 50 vezes, aos 17 anos.

Era mas fácil, sua santidade?

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