Crepúsculo da onda sensorial

Uma pausa apenas para algumas tarefas domésticas, que sempre são necessárias.

Acredito que a minha massa cinzenta ficou totalmente vermelha. O cinza chapado lunar não está mais presente.

O colorico do psicodelismos também não.

E ela não está congelada porque de fato não estou nos Alpes Suíços, mas o congelamento por si só é uma situação bastante unilateral ao pequeno frio que faz na minha cidade, pois hoje a chuva bateu na porta.

Porém a minha condição aqui é de estar com o ventilador ligado no meu rosto, banhado na água, pois costumo sempre ir na torneira da cozinha e passar água em todo o meu corpo e cabelo, várias vezes ao dia.

E ela vai secando devagar…

Minha temperatura corporal é muito maior que a convencional.

Portanto aqui deixo o registro de uma prática que por vezes faço dezenas de vezes ao dia.

Mas eu sei demais que as condições climáticas são muito complicadas no Hemisfério Sul.

Aqui tem o calor, o calor da pólvora, o calor das armas, o calor do Delírio sexualizado e fragmentado em suores, que se mesclam em uma temperatura muito alta.

Independente de tudo, estou muito sereno mesmo, encontrei um controle muito importante de um probleminha da minha cabeça, que atrapalhava muito. Mas o fato de o ter encontrado, não representa necessariamente que eu esteja curado.

Apenas estou, diríamos: administrado?

E assim vou continuando a exercer minha atividade literária virtual, com todas as rotações cerebrais possíveis.

Eu estava ontem no crepúsculo da onda sensorial.

No pico da montanha…

Aliás, falar que apenas três horas e meia de um breve sono, foi o suficiente para me aquietar?

E agora logo ao amanhecer…bem, já está aqui bastante evidente que de fato nem sei se vou me dar ao luxo do verdadeiro sono que me acalentava tanto para hoje à noite…pois já já escurece.

De pouco importa na verdade, o que mais vale é que vamos por aí, voando baixo mesmo, através dessa madrugada que se apresenta deliciosamente, mais uma vez, para mim.

Alteração do frame?

Pode ser, as ondas sensoriais são mutáveis mesmo?

Olha, eu não quero sofrer, eu só quero é ser feliz, e me sinto assim, produzindo muito.

Vou carregar toda a minha variação de processo orgânico, com firma reconhecida, tocando o meu barquinho.

E nele levo apenas o sonho de um dia ir para o cume, o topo da escala intelectualizada e colorida como os “efeitos alucinógenos da psilocibina dos cogumelos de Terence McKenna”, assim, frase do prefácio do meu título: A DISSERTAÇÃO DA MINHA LOUCURA, feita pelo parceiro, poeta, escritor, jornalista e artista digital, o baiano Bernardo Almeida.

Ele definiu bem essa parada, ele dimensionou com muita elegância tudo o que eu me dimensionei, hoje.

Mas este feito do notável, se passou há três anos, portanto deixo claro aqui que as ondas cerebrais continual sim, mas a rotação da minha loucura está sempre mudando de frequência.

Rumo a mais uma maratona literária!

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