A força interior que tanto me questionam

E do vermelho eu de repente passo para o azul.

As vibes da minha vida, a inconstância, a ciclotimia, os insultos e ultrages, são de fato irrelevantes, perante a minha nostálgica forma de viver.

Gostaria muito que não me arrancassem do berço aos 41 anos de idade, pois depois dessa idade é que fui de fato viver a vida, ver a vida, observar a vida.

Eu não posso passar a vida idiotizado pelos olhares de discriminação que me cercam. Eu vivo constantemente, eu vivo na inconstância.

Vamos olhar a vida como um pássaro azul, mas vamos de fato sobrevoar este céu de névoas, pois conforme disse, mesmo tendo adquirido habilidades para certas coisas, a minha ingenuidade é o reflexo de uma paradoxal energia.

Ontem eu estava vermelho…a transição da madrugada e do dia…e de uma hora para outra eu fiquei azul.

Os olhares de liberdade, na verdade estão aprisionados por opressores que não captam nada nesta caoticidade.

Muitos chegam a mim com cordialidade, outros se escondem de mim. Mas a minha pureza é tão sem maldades, que talvez o peso da humanidade não suporte isso.

Pois crueldade não combina com amor.

Ser e fazer parte de um mundo mercenário, tira a pureza do estado crítico da alma humana.

Pois ela segmenta o espiritualizado meio de formação de lisura e honestidade consigo mesmo.

Muitas vezes um olhar bonito, referência padrão e estético, esconde e camufla tantos dejetos, que nem sei se as pessoas fazem por onde merecer o meu próprio descaso.

Nem ele…

Nem a minha pena…

Nada do que saia de mim.

Pouco me importa estar cercado por abutres sociais, o que me importa mesmo é a lisura com que pauto a minha conduta, é a forma de tratar as pessoas.

Bem, sou uma pessoa de paz…mas sou de guerra também!

Este belo olho, é a cor dos mesmos que me deram a força absoluta.

E eles são sabedores de que independente da realidade irracional que está vivendo, pode causar um misto de culpa e efeito mais na frente.

Não sou mero coadjuvante nesta vida, sei bem o meu papel, e sei bem das minhas ambições, pois se todos as possuem, me preservo ao direito de também as tê-la.

Mas muitos aham que é fácil para mim.

Estou aqui fazendo terapia pura.

Muitas vezes nenhum só sinal de morosidade, muitas vezes o estúpido olhar de retina é idiotizado por não captarem que eu capto tudo.

Sexto sentido?

Mediunidade?

Semiótica?

Não sei.

Só me preservo no direito de que a simplicidade que me acompanha, de aceitar o que a vida me fez, sem rancores, já é o suficiente para ter o perdão do mundo que me engoliu!

Será que eu preciso desse perdão?

Ou o mundo precisa é pedir mil desculpas para mim?

Eu levo tudo numa boa, eu carrego dentro de mim um senso de respeito a MIM mesmo.

Sem isso, não poderia me impor e engolir este mundo, em devorar os indesejáveis, em lutar até contra mim mesmo.

Por isso eu digo: pisou no meu calo se fudeu!

Provou do meu néctar: se encantou!

E assim vou dando continuidade a essa amarga vida, tão amarga que me deixa isolado de tudo e de todos.

Mas de que vale a minha consideração, o meu respeito?

Pouco importa, não é?

Mas o que importa é que quem me importa as tem.

E hoje talvez nem na palma da mão…só dois ou três dedos?

Nem sei mais viu?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s