Surtos e delírios do Jovem Poeta

Passei a vida com uma caneta e um papel, sempre buscando motes, sempre, e isso encantava as pessoas.

Poderiam ser nas poesias que rasguei todas em uma lata de leite em pó, aos 12 anos de idade, seja datilografando, seja no computador, e agora no laptop.

Sim, quando pequeno isso me ajudou muito nas conquistas pessoais.

Uma vez, ainda jovem, em uma mesa de bar, uma pessoa me deu uma caneta e um papel, e rasguei bilhetes para todas as garotas interessantes.

Bom para mim?

Nada, bom para os meus amigos, pois eles conquistavam todas as mulheres que queriam, eu era apenas o “fantasma escritor.”.

Isso numa vértice machista que eu fui criado, evidentemente.

Todos, poderosos “garanhões”, filhos de papai, assim como eu, mas de fato não me restava nada além de escrever para os outros.

Só me sobrava a caneta, e nada mais de amigos ou de papéis.

Ficava eu na mesa, a observar todos eles.

Mas a minha literatura expandiu, ganhei desafetos e novos horizontes, imortalizando um ou outro, a mim mesmo, personagens fictícios, de fato eu criei muita coisa em cima de motes literários que eu encontrava.

A literatura virtual me basta!!!

Aqui agora desafogo tudo, não mais escreverei nem venderei um só livro meu.

Todos já estão nas Bibliotecas ou nos arquivos da Gráfica.

Quem quiser, os acha.

Mas me basta, me basta!!!

Estou um pouco atormentado, eu não consigo reler as coisas que escrevi, nem continuar a prosseguir com outras coisas que estão nos arquivos, inclusive um tão sonhado livro de ficção científica.

Órfãos dos meus escritos?

Talvez sim, sei que deixei muitos assim.

Mas me basta, me basta mesmo.

A literatura me corroeu por dentro, a literatuca acabou com a minha cabeça.

E se me olharem atravessado, com toda a coprolalia do mundo, mando todos para o lugar que merecem.

Se isso me basta, acho e acredito que basta para terceiros também.

Eu vim para esse mundo a passeio?

Sou um reles?

Pois agora dormirei no chão!!!

Esse Post desabafo vai sem arte gráfica, vai assim, com surtos e delírios de quem um dia achou que por algum motivo poderia ser alguém, escrevendo.

Já os recolhi da minha mesa, já não quero mais saber deles, ponto final.

Construi um legado, é bem certo.

Mas qual o sentido do legado?

Legado não serve para nada, só para idiotizar a minha mente, pois de fato nunca consegui pagar as minhas contas com essa literatura.

Literattura marginal ou literatura social?

LITERATURA E PONTO FINAL!!!

Não quero mais saber de papel e livros, e morrerei de fome assim, feliz, digitalizando as minhas parcas linhas virtuais.

O sono chega, eu sou o contracultura da literatura, eu sou o terror das pessoas mesmo, eu não suporto mais o que deixei neste mundo de papéis e arquivos de WORD.

Está tudo liberado, peguem os seus pendrives e venham ler os meus rascunhos…serviria para alguma coisa pelo menos, acredito e posso supor.

Poratanto as cortinas se fecharam para mim, captem o que quiserem e observem o que quiserem também.

Para mim basta mesmo.

Cansei, cansei, cansei…

Cortinas fechadas para o Jovem Poeta.

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