Onde vai parar a arrogância

Uma vez, em um bairro nobre onde morei, patrimônio familiar, tinha uma feira aos domingos.

Evidentemente já lá todos eram o inominável.

E de repente eu resolvi ir, e comprei uma geléia de morango para minha companheira.

Senhora muito educada, foi de uma gentileza fora do normal, disse estar sempre naquele mesmo lugar.

Gostamos tanto que na outra semana fui lá buscar outro pote de geléia.

A procurei muito e não a vi.

Fui até o quiosque dos alfaces, e achei que era ela. Perguntei se era ela a senhora que vendia a geléia de morango.

E de repente esta senhora se virou para mim: “não, eu já vendi alface, cebola, cenoura mas nunca vendi geléia de morango não.”.

“Me desculpe senhora.”.

E quando me virei, ela estava esbravejando indignada, na frente dos feirantes, o “disparate” que eu havia cometido com ela.

Um ano antes da eleição, já com “aquela” camisa com as cores da nossa bandeira, com muito ourgulho (da bandeira. ).

Não foi falta de respeito comigo não, mas com aquelas pessoas que lá trabalhavam.

Minha gente, isso aqui é uma coisa muito séria.

Trabalhar não é vergonha para ninhguém como se confundir com outra pessoa idem.

Não estou aqui falando de elite inominável, mas da elite do inominável.

Que fique uma bela reflexão, pois igualdade de direitos aqui neste nosso Brasil, é uma coisa bastante distante.

Igualdade de oportunidades profissionais também.

E muita gente boa e de fé, trabalham com muita satisfação.

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