Essência da magia que não volta

Me lembro que quando eu era criança, eu soltava bolhas de sabão.

Eram tempos de magia, a minha mãe escondia toda a maldade da humanidade de mim, isso era digno, com certeza.

E o tempo foi passando, me vi rodeado de amigos.

E esses amigos foram indo embora, um a um.

Comecei a enxergar o que minha mãe sempre escondera: maldade, sacanagem, traição, delação.

Uma vez, eu e meu irmão pulamos o muro do vizinho, e roubamos os cocos do pé que havia no seu quintal.

Minha mãe quando soube, nos fez ir lá de manhã, acompanhado dela, devolver todos eles. E vou confessar, nem dormi, e morri, morri de vergonha.

Mas o senhor, muito educado, disse ser desnecessário, que poderíamos ficar com os cocos.

Mas aprendi alí a palavra: HONESTIDADE.

E passei a ser honesto com as pessoas, todas elas, incondicionalmente.

Hoje me vejo praticamente só, em um mundo bad, muito bad.

Não tenho para onde correr.

Me dá vontade de cortar os pulsos, mas não quero regredir espiritualmente.

Que a morte chegue de forma natural.

E olha só, acho que está perto, muito perto.

Eu sinto…

E não tenho medo dela…tenho medo da dor.

Mas mesmo vivo, estou sentindo dor, muita dor.

Dor e dó de mim, auto-piedade, e quer saber, sem forças nem para me alimentar.

Enjoado de viver.

Enjoado de sofrer!

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