O bem da maldade social

O que diriam as belas crianças de outrora, se soubessem o quanto a vida suga de nós, os vivos?

Certamente, mergulhariam em uma piscina de formol, para que a terra jamais pudesse degustar, bem lentamente, os nossos deliciosos pecados.

Agora eu sei: meus olhos latejam, minha mente e perdeu, vitoriosa rir de longe, dos neurônios que comeu.

Posto e dito, é bem plausível que a vida que habita em mim, é maior que a singularidade dos bens de fato apropriados.

O belo da vida, a beleza natural da vida, nada mais é que uma breve e suntuosa sinopse de um curta-metragem.

O que seria da vida se não houvessem os sincronizados meios de contaminação, seja pelo cérebro, seja pela maldade.

E a maldade nada mais é que a aventura dos descabidos e apalavrados instintos de uma humanidade atroz, atroz o suficiente, para deixar as mentes humanas obscuras e inadvertidamente incipientes.

Me coloquem em uma camisa de força, me dêem um copo de cachaça, eu quero implodir por dentro.

E que venham todas as explosões, as internas e as externas.

Sou vitimado pela maldade de um ser introspectivamente repugnante diante dos olhares da sociedade.

Mas existe o ditado: cada um carrega a sua cruz.

Eu carrego a minha, sempre carregarei.

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