Chips e eletrodos

Um chip subcutâneo havia achado que se instalara em mim.

De fato, integralmente interligado um ao outro, saberia dizer e fazer mais e mais, observações dentro da calada da madrugada.

E assim esperarei para o tal.

Nela, saberei se os eletrodos estarão compactos no meu cérebro.

Nela, saberei se algum elemento vivo, que por ventura coabitar em meu organismo de forma racinalizada, será transferido para outro HD de memória.

Múltiplas funções cerebrais.

Múltiplos organismos vivos dentro do meu corpo.

Assim se propaga a dramaturgia dos chips sub-cutâneos.

E assim espero, na calada da madrugada, que eu seja só e unicamente “meu.”.

Que eu seja apenas um severo transpositor de minhas reflexões para lá de introspectivas.

Sou sabedor da maldade alheia, da inveja e da cobiça, mas não me deixo levar por cães que ladram mas não mordem.

Observador antigo das ciências significativas do prazer, entrarei em colapso mental se os transístores não sairem da minha memória RAM.

Efetuado o discorrente e indesejado sabor, nutro por mim mesmo, a piedade de quem sabe e faz mais pela mágica e bela essência da platamorma eletromagnética.

Sou o protagonista de meus reflexos, escrevo e digito em primeira pessoa!

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