O pássaro errante

Para sempre saborearei o néctar da amargura introspectiva.

Sou aquele da retórica do nada…sou aquele que da imensidão insurgiu em desejos atômicos.

Tamanha carga explosiva das minhas vertentes imaginárias, possuo o dissabor de ter sido alguém na vida.

Mas hoje sorrateiro e inexplicavelmente nocauteado, finjo, nas pétalas de vinho tinto, ser possuidor da clarevidência de que um dia fui rei.

Rei de pássaros divinos que cantaram no meu jardim um dia.

Hoje os pássaros não cantam mais, não mais fazem do explendor a sua haste divina e abençoada da canção.

Sou só dissabor?

Não, acredito que não diria isso!!!

Vibrarei na imensidão dos lugares, mais e mais vezes pare sempre um dia, pois certo de que levei comigo mil pássaros para cantar, hoje apenas o sabor do dia a dia sem canções nem ventos para poder alçar novos vôos.

Assim, parei de cantar…

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