Esquizofrenia

Espectros falam comigo, portas e janelas fazem barulhos sepulcrais.

Vejo corvos sobrevoando a minha janela, ouço as trombetas do inferno dilacerarem os meus ouvidos.

Por um instante o silêncio não me deixou só. Ele me acompanha, ele me persegue.

Sou surdo e minha surdez é sepulcral.

Um ser dilacerado pela angústia habita dentro de mim.

Somos dois, três, somos um milhão. Um milhão de vozes a me atormentar insistentemente.

Sei que sou único no meio de tantos, mas tantos estão no meu encalço, estão na reta de chegada, comigo.

Apavorado, estou apavorado.

Mais uma drágena de comprimido de tarja preta eu terei de tomar.

E que venha este verdadeiro coquetel molotov, pois eu sou o verdadeiro laboratório psicodélico.

Um laboratório intinerante.

Uma sequencia de vidas.

Várias vidas no meu encalço.

Perseguido, oprimido pelo sobrenatural.

Uma pausa, uma pausa para a reflexão.

Acordei, era apenas um pesadelo.

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