Como vidro

Por mais que seja escudo para me proteger da dor, mais eu vejo a mesma se espatifar pelas minhas lamentações.

O escudo mostra como somos verdadeiramente, no reflexo da defesa.

Mas nos defendemos de algo imaginário, por vezes o escudo se transforma em vidro, e espatifa-se todos os tormentos antes protegidos.

Preciso de proteção, e de muita, é a pura verdade.

Meus dentes doem, minha retina arde…

Quantas vezes mais serei o reflexo das minhas fraquezas?

Por quantos momentos mais, passarei a sentir alívio, depois de incessante e aguda dor?

A verdade, é que a dor está aí, para todos sentirem.

O seu reflexo é a constante auto-piedade que sentimos da pessoa alheia.

E sinto muita dor, muito pesar, apesar de precisar para mim, unicamente para mim, da complascência divina.

Mas suporto, suporto todas as dores que chegaram para arrebentar, mesmo que supostamente eu esteja no paraíso.

E assim, transbordo as minhas lamentações.

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