A graça da passagem

Um simples sopro de esperança bate no coração dos que estão por um fio.

É preciso saber se comportar diante do iminente. É sabido que a necessidade de ser mais nessas horas é imperativo.

Como seria um coração sem a menor culpa do destino, bater de forma contrária à busca dos instintos do homem?

Imperativo seriam todas as situações pertinentes à carne, e de tantos conflitos interiores, a culpa por não se conseguir ser mais.

Uma breve abstração de frações de segundos, a inspiração do cotidiano absurdo, as pétalas das rosas que caem.

Uma simples angústia, por não conseguir perpetuar o desejo sublime.

A costa para o nadador é bem ali; mais algumas braçadas para atingí-la.

E o rapto dos desejos consumados anestesia a mente dos que irão, com a graça divina, para o outro lado.

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