A consagração do vício

É porque eu bebo água

Dois dias e mais da metade do terceiro recuperado.

Menos três maços de cigarros, o corpo se contorce, a fissura de dar um trago, é situação de muita dor, muita angústia.

Mais de anos se passaram e nenhum porre de cachaça. Recaídas sim, mas apenas duas long necks, irrisório para a quantidade antes consumida.

E assim vou caminhando rumo ao epicentro da caretice normalizada, depois de temporadas de uso de substâncias psicoativas, alcoolizadas, nicotinadas.

Agora para mim só as medicações controladas, as da papeleta psiquiátrica, esse será agora o meu único vício, talvez a necessidade de sobrevivência em um mundo imundamente insano.

Guardo sequelas sim, sou sequelado com tantas drogas, lícitas e ilícitas que coloquei dentro do organismo.

Me libertei.

Estou completamente careta.

Nem mais o “careta” (cigarro) eu quero saber.

E que o vício peça carona em outro organismo.

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