Paradoxalmente, por gentileza?

Caminhando rumo ao desconhecido, onde as pérolas das falácias estão totalmente escondidas, absortas com a realidade.

Vou me descobrindo a cada dia, o que me fez de rogado em outrora, alimenta a minha sede de justiça.

Vivo entre quatro paredes, sob quatro algozes, vivo intensamente o reflexo de quem poderia ser um dia, plenamente, supostamente embriagado com as verdades absolutas.

Corro atrás de mais oxigênio em meus pulmões, o cigarro já larguei há alguns dias, isso não quer dizer que estou livre do vício, mas um passo importante foi dado.

Inquieto, totalmente submerso nas razões filosóficas, fico ecoando os malditos sufrágios de pleitos passados.

Não quero me indispor com ninguém, apenas curtir o meu retiro sem nenhuma objeção externa.

E assim, vou correndo rumo a um estranhamento da verdade, daquelas que tem de ser contraditórias e opostas, vivo apenas por razões do ser abstêmico dos meus pecados.

Queria abraçar o mundo, gostaria muito de poder beijá-lo.

Mundo tão pueril, tão sem complexidades, tão azedo e insignificante.

Basta, estou farto deste banquete, quero voltar a viver a vida descontroladamente, me dêem esse pormenor para ser vivido?

Obrigado, irei desfrutar por toda a eternidade agora este descompaço com a realidade.

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