A cópia do rascunho

Era uma bela carta, que se evaporou entre os intermináveis transístores do ciberespaço.

E ficou uma bela carta póstuma, daquelas que deixamos o vento levar.

E diante da situação, foi providenciado uma cópia, uma cópia do rascunho, para que não pudesse se perder a bela carta.

O que dizia?

O que queria dizer?

Nada mais que uma atração pelo quarto capítulo da estória, divina e magistral, do frontal e delinquente motivo da iniciação.

Por uma próspera fortuna, daquela que se deixa para os póstumos dizeres da verdade, abrir seu inventário.

E assim a volta do peregrino, escapulindo de uma via de uma só mão.

Onde seria atropelado pela locomotiva da razão, daquelas simplesmente sofisticadas que ficam nos trilhos do trem bala.

Um trem bala, que escapuliu dos trilhos imaginários da prosperidade.

Nunca deveria ter descarrilhado, tamanha performance de vida, o viés de se viver duplamente uma situação de revés.

E para sempre, se foi o prejuízo, se foi todas as antenas de sustentação da sintonia da razão.

Para uma embriagante metáfora de falácias, muito além da própria compreensão.

Viveremos e morreremos por uma mesma onda de calor humano.

O trem bala partiu, e deixou uma vasta e imensa cratera dilapidada pelo coração da angustiante fortuna.

Fortuna que jamais poderia ser recaptulada.

Fora perdida no vazio da noite.

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