Legados

De vida ou de morte?

Deixarei o meu aqui, fincado neste mármore, diagnosticado como o legado da vida e da celebração.

Como um passeio ritualístico para a sede do cálice amargurado de vinho tinto, espero a ceia ser servida.

Para aí sim, poder brindar com os meus, a passagem de uma nova era.

A era dos conflitos angustiantes, aqueles que permeiam dentro de diversas plataformas.

Uma sombria vida, cheia de percalços, vida que não volta mais atrás, não se é proibida a celebração da carne.

Um brinde à carne, à vida sexual, monstruosamente orgástica.

E depois de curtir uma tremenda ressaca, fico apenas observando os devaneios perdidos.

Foram todos para o espaço, escoaram pelo ralo, um tormento visceral.

Aqui, apenas as notas de uma canção que já se perdeu no tempo, espatifada dentro de um turbilhão de sentimentos.

O acréscimo do dó maior.

Mais uma nota, por favor.

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