Inferno Astral

A chuva parece que está chegando, e ela é muito bem vinda, pois de calor o inferno mandou lembrança.

Aqui no Recife não se suporta mais o calor intenso, é aceitável que a vida fique mais amena com os sons das trovoadas.

E para espantar de vez o meu inferno astral, aguardo o fim desta famigerada pandemia, pois como todos, meus alicerces de sustentação estão na corda bamba.

Minhas impressões sobre a vida são bastante pessimistas.

Olho pelo lado de fora, vejo as pessoas na rua, e espero poder um dia abraçar e apertar as mãos de todas elas.

Mas o inferno astral a que estou acometido, não permite muita coisa.

O inferno astral dentro da minha cabeça, não me liberta para nada.

Sou sabedor da retórica do destino, e aguardo ansiosamente para o desfecho final.

Fui e sou o peregrino deste mundo vasto, cheio de armadilhas.

O peregrino esperto que colocou a sua culpa nos inúmeros sintomas dessa sociedade calamitosa, angustiante, maldita.

Podre sociedade.

Insuportável, por assim dizer.

Caminho, sigo em sentido da linha reta, sou espólia do desejo consumado.

Quero me alimentar das “quezelas” deixadas pelo sábio profeta, comer as suas angústias, vomitar as suas profecias.

Estou farto de tudo!

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