A paciência de outrora

É permitido se fazer projeções dentro de uma quente madrugada.

A depender do meu retrospecto, sei demais que isso é necessário.

Por vezes perdi a noção das coisas, vitimado por um desenho interior muito perigoso, que quase me colapsou.

Devagar eu fui saindo de um enclausuramento involuntário, e cá estou eu em um necessário.

O que importa é que das trevas me fiz luz, e estou aqui para poder projetar as minhas interpretações depois desta pandemia.

Eu sei que nada neste mundo continuará a ser como antes, e sei também que as pessoas irão mudar profundamente.

Mas devemos nos ater ao consentimento do raciocínio elevado ao Criador, e através dele, nos sobresair com a nossa fé.

Meus desejos estão por aí, leves e soltos, sempre.

A música não para de tocar, vou clarear, como a minha janela, mais um dia.

Dia a dia, torturantemente e sem graça, tamanha monotonia.

Assim, viro mais uma página, neste cansativo calendário de papel A4.

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