Eclipsado

Como Lásaro, quero ressuscitar para um destino coletivo, eclipsado por uma habitação sombreada e fantasmagórica.

Venha a mim órfãos do destino, criaturas da noite, crianças dos pesadelos, perigos do destino, eu triturarei todos os meus medos.

Aqui não há espaço para o temor, a noite nunca se fez de rogada, ela não representa nada para mim.

Não vou recaptular os meus temores, eles não mais existem.

Certo estarei, cervo do destino.

Um cordão umbilical pode ser facilmente cortado no momento exato da ruptura dos destinos.

Aqui, ainda encontro um elo financeiro para tamanho disparate.

O eclipse lunar já foi um assunto a ser comentado, a ser falado por uma gama imensa de pessoas.

Sou a ruptura da luxúria da casta de dentro do cemitério, sei que nada mais serei, que um olhar vesgo, que observa túmulos e fantasmas acorrentados.

Tudo de dentro do eclipse, eclipsado, escapulindo, enevoado, evolutivo, embasbacado, entupido na lama do famigerado errante e alado.

Sou pura poesia, prezados camaradas.

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