Sombras de um pasado

Estou sempre a espera de uma época que venha convir com os meus anseios de momento.

Estou vivenciando a época da luz, prazerosa e sorrateira, luz que só ela sabe ser.

Em épocas de paz, é necessário abundância, firmeza, sincronia com a essência da verdade, é necessário paz.

Nos idos que se passaram, a mácula ficou impregnada na mente, como sombras a me atormentar em pesadelos e almas penadas, dentro de uma personificação.

Agora escuto ruídos, portas se abrindo, ratos em cima do meu telhado, querendo entrar em minha cozinha.

Os tempos são outros, digo não ao pecado, sou espécie rara da razão dentro de um presente, insano, delinquente, imoral, atraente.

Aqui, a personificação do desejo, o não consumado.

O pleno e abençoado.

Místico e legalizado.

Aqui, a carnificina dos pesadelos de outrora, entubados e levados à quarentena.

Sou o rei da espécie rara, sou o desejo do observador, que sorrateiro, espera a sua presa.

Sou a personifiação do pecado.

Absoluto.

Indesejado.

Quântico.

Afortunado!

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