O regresso

E na ladeira decrescente da vida, espero por um pouco de glamour.

Talvez um pequeno entendimento sobre quem eu fui, o que se passou na minha vida, sobre a minha contribuição voluntária.

Atribuindo fatos corriqueiros ao entendimento razoável da plenitude, posso vislumbrar momentos de descompasso na minha tragetória.

O tempo vai passando e nossa hora vai chegando.

O viés da fortuna, traçado na desafortunada vida sem restrições, a essência da loucura é evidenciada nos mínimos pormenores.

O ruído sopra nos meus tímpanos, mas não perco o meu raciocínio, tão austero e tão glamouroso.

A simetria da verdade será eternizada pela abstinência evidenciada na fortuita decadência.

E de pleno me recolhi aos meus botões, conversando com eles diariamente, durante as madrugadas.

Esta é a parábola do regresso.

O regresso da vida que findou, que chegou ao seu limite.

Por isso parti.

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