O terror da agonia

Pairo sobre uma nuvem cinza de remorso pelas coisas ruins que fiz comigo mesmo.

Muita reconstrução tem de ser feita, tenho que levantar muitas casas ainda, e não vacilar com a minha, que hoje é de papel.

As divergências mundanas de um cenário apocaliptico, são baseados na minha loucura pós alucinada.

Inóquo momento vil, nas minhas lembranças de um mundo misterioso.

Tamanho mistério se faz presente em meus pensamentos, uma liturgia religiosa além do compreensível pela razão, por isso evoco o metafísico.

Contemplo de um plano superior.

Das covas malditas do cemitério misterioso, vejo as pessoas serem enterradas, em valas comuns, em caixões pomposos, fundamentalmente enterradas.

De que importa?

Todos estão a sete palmos mesmo.

Abençoado os misteriosos e insurgentes desígneos da fortuna.

Desafortunado os que perderams suas vidas.

Vago no comboio misterioso, pleno de espectros, repleto de mundiça.

Aqui é o lugar onde os sobreviventes estão na linha final, a rampa onde cairão no abismo sepulcral.

Sem retórica de argumentação.

É a linha de chegada.

Habitando por entre misteriosos calafrios perenes, vislumbro a situação absolutamente desprovida de segurança.

Estamos todos a beira do abismo.

Não vou aqui desdenhar de fatos malévolos, as situações são criadas, e aparecem sempre na minha frente.

Sou refém dos meus pensamentos.

A velha caolha corta as unhas da minha mão.

O barbeiro desrespeitoso o meu cabelo de moicano.

A sepultura foi colocada bem à minha frente, vou agora descansar.

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