Os sopros nos horários pré-estabelecidos

Divagando em pensamentos, acordo com a angústia de quem um dia pensou que a vida fosse bela, um buquê de flores virtuais, daquelas que não trazem espinhos.

E a conexão caiu, e as flores murcharam.

Um tédio avassalador bateu em mim, a nostalgia de tempos vindouros apareceu, só consegui obter a simpatia de uma simples e maravilhosa chama de proféticos sonhos.

Sonhos inacabados, daqueles que acordamos antes do fim.

Nunca consigo acordar com os sonhos concluídos, a conclusão deles é muito difícil.

Não tenho mais a força de outrora, não simto a minha mente combalida com força suficiente para mais um embate.

Portanto que os embates fiquem apenas os ideológicos, aqueles que na argumentação derrubamos os adversários com um sopro.

Um sopro divino e emblemático.

Estou em fase de abstinência de nicotina, os meus nervos estão combalidos.

Mas passarei em mais uma etapa, já se foram tantos vícios que nem lembro mais.

Passar por essa etapa é a certeza de que poderei respirar mais um sopro no futuro, mas vivemos de sopros constantes e diários, atualizados pelo momento do agora.

O exato momento, um dia de cada vez, um minuto de cada vez para ser mais específico, é a chamada de ordem.

Para isso, sobrevivo a cada dia, como se fosse o último dia.

A última hora…o último minuto.

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