Do contemporâneo ao escatológico

No mundo do rock, não existe tempo para arrependimentos.

Ouvindo rifes de guitarra, observo minha voz ecoar nos meus ouvidos, gutural, rouca, mundo alucinado esse que vivi.

Mesmo com o romantismo aparecendo vez por outra, me lembro cada vez que coloquei um microfone na minha frente.

Foram tempos de glória.

Às vezes fico muito emocionado, sabe?

Vivi momentos de euforia plena, sensibilidade mágica, torpor erutito e visceral.

Triste aqueles que não viveram o que vivi.

Fui coadjuvante dos meus delírios emocionais, fui refém da viralização alcoólica, psicotropicamente aglutinei um legado.

E da magia bela da batida, fui suave em vários momentos, em outros, bravo e escatológico, porque não dizer psicodélico.

Agora, aos 49 anos, me lembro de tudo com ternura.

Muita ternura.

O som continua a tocar, e acredito que irá varar a madrugada.

Ela é micro, tamanho delírio que sou vitimado.

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