Eu refém

Convencido de que tenho de me torturar mentalmente por tempo indeterminado, vivo nas sombras do espectro da minha mente.

Já trilhei vários caminhos apoclípticos, e sei demais onde o calo aperta.

Induzido a penar da pior maneira possível, substituo o meu ódio pelo arrependimento profundo de atos cometidos no passado.

A sombra do que eu poderia ser, está maculada com o verminicida e angustiante engasgo colossal.

Vou direto aos desígneos divinos, mas de divindade nem sempre vive o homem.

O ultimato para as minhas próprias condições de subterfúgios do medo, que assola todo o meu pensar, todo o meu pesar, estão duramente escondidas.

Contribuo para a máxima do destilado efeito cascata no meu organismo cerebral.

O grito gutural do roqueiro impregnou os meus ouvidos, agora eu sei, o calabouço é pouco para o que vem por aí.

A mente combalida está desejando de um pouco de torpor.

Sim, dias melhores virão.

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