Calvário

Vivo dentro de um fantasmagórico calvário.

Tão incomum, tão medonhamente contagiante.

Tragicamente vou ao encontro da mesma comicidade de sempre, gagalhadas e litros de risos dou em relação ao megalomaníaco senso de verdade que observo.

Inversamente proporcional ao misterioso senso incomum, revejo todos os meus atributos da boa fé.

Caminhando pelo deserto árido de palavras ao vento, estaria sentado em uma contramão qualquer da vida, para ser recolhido como dejeto dentro do lixeiro público.

Eu possuo sete vidas mesmo.

E o sétimo filho do sétimo filho ecoa com seus gritos colossais, a canção que me colocava para dormir.

A vida é cheia de nuances, muitas delas cruel.

Mas a crueldade poderia ser uma subjetiva leva de possibilidades, não me sentiria tão imperfeito como poderia se pensar.

Me liberto das palavras, estou certo de que serei para sempre fiel para com o meu próximo.

Flutuarei para sempre no império da nobreza.

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