Incovenientemente

Nunca antes poderia fazer uma retórica munido de elementos que não fossem desprezíveis.

Escrevo agora e penso em pessoas indesejáveis, daquelas que não quero sentadas em minha mesa em hipótese alguma.

Não costumo reler as coisas que escrevo, pego uma linha e sigo adiante.

O que vale é o meu sentimento, e sinto nojo das pessoas desprezíveis, e muitas delas estão no seio familiar.

Não suporto nem tolero nada a respeito disso.

Muitas vezes recuso um brinde por sentir que vou estar cercado de pessoas erradas ao meu entendimento de convivência.

É odioso para mim a sensação de descaso com a minha pessoa.

Não me canso de estar em um momento por mais vezes a fio, não me furto em compreender o início a ojeriza.

E quando entro neste estado o meu cérebro sai de sintonia com a verdade, fico afogado nos tormentos do velho marinheiro.

Passaria mais uma vertente de todos os desejos da falta de verdade.

Mais uma centena de vezes estaria sentado em um banquete, mas sinto dizer que não fui convidado.

E assim, deixo para trás o meu tormento.

Não me sinto bem quando não sou convidado, ou quando sou convidado por conveniência.

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