Estou com medo de gente

Mais uma madrugada de sábado para domingo.

Pandêmica.

Pela manhã tive que sair da rotina de isolamento, e tive que fazer umas pequenas tarefas, com muito cuidado.

Máscara, álcool em gel, mas tive contato com gente, com a sociedade que há muito não sabia dela.

Confesso que fiquei um pouco em pânico, não pelo vírus, mas pela fobia social.

Em casa tomei banho, tirei a roupa, mas o surto de ter visto tanta gente me fez mal.

Estou com esse sentimento agora, o sentimento de asco dos seres humanos, nem quero olhar para cara de mais ninguém.

Os únicos rostos que eu suporto é os da minha amada esposa e do meu filho, o Bruce, um simpático Poodle Toy.

E de pensar que tenho ainda situações a resolver, e mais rostos eu ainda irei topar.

Demorei para me recuperar, tive que ir ao chuveiro mais uma vez, conversar com uma amiga que está inserida no contexto da normalidade, pois para ela, pânico é de barata.

Nada melhor do que conversar com uma pessoa “normóide” como ela.

Tenho medo de gente, das pessoas, como os outros tem de barata.

E isso está cada vez mais evidente para mim.

Agora estou cumprindo o meu trajeto de madrugador por excelência.

Esse pandemônio pandêmico está servindo para todos, a humanidade toda, e para mim, está evidente que o que mais quero distância é de gente mesmo.

Esse silêncio madrugador me faz bem, tão bem que nem consigo dormir mesmo.

Por aqui tudo ótimo, me resta esperar o dia amanhecer, para mais uma vez, girar em 48 horas no ar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s