Perfil Político: Ivan Moraes

Comunicador, defensor de direitos humanos, escritor, atualmente vereador do Recife pelo PSOL, pré-candidato à reeleição pelo mesmo partido.

1- No seu mestrado em comunicação nos Estados Unidos, no início da década de 10, você já sabia que iria abraçar a vida pública? Ou teve outro fator preponderante?

  • Na real, meu mestrado foi concluído na UFPE, embora tenha analisado também a política de radiodifusão estadunidense e tenha incluído três meses de pesquisa em Washington, DC. Mas posso te dizer que a participação na política institucional nunca tinha sido um objetivo meu. Há cerca de 20 anos tenho na militância por direitos uma missão de vida. A maior parte deste tempo, atuando em organizações da sociedade civil. Em 2016, com o golpe sofrido pela presidenta Dilma, me ocorreu que nós, que lutamos por direitos, não conseguiríamos transformar a política formal como deveríamos se a gente não estivesse disposto a participar também.

2- Você já vereador, foi inidicado para líder da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, mas perdeu para uma Vereadora Michelle Collins. Para você uma derrota indigesta ou a democracia venceu?

Uma consequencia natural de como a política formal é tratada. A vereadora Michelle Collins foi a vereadora que recebeu mais votos naquele pleito. Na Câmara hoje, há mais pessoas que votam em consonância com ela do que comigo. Foi muito importante aquele momento por entender que contamos com a confiança de mais de 100 organizações da sociedade civil. Mas pra ganhar mais votações “lá dentro” precisamos de mais gente disposta a disputar eleições, por exemplo.

3- Quando saiu candidato à Deputado Federal, perdeu e outros nomes como Tulio Gadelha venceu. A experiência rendeu que frutos? O Ivan Moraes está mais amadurecido politicamente?

Foi uma experiência muito importante. Nossa chapa federal aqui em Pernambuco teve mais de quatro vezes mais a quantidade de votos que a chapa do PSOL teve em 2014 e ajudamos o partido nacionalmente a superar a cláusula de barreira. Na Alepe, elegemos as Juntas, o primeiro mandato coletivo feminista da história do Brasil. Nos últimos quatro anos, tempo em que estou dedicado ao mandato e à construção partidária, os aprendizados são constantes e o amadurecimento só aumenta a cada dia.

4- Dos vários projetos sociais do PSOL aqui em Pernambuco, qual você mais destacaria e porque?

Quero destacar o Recife Arretado, um processo amplo de escuta e sistematização de propostas da sociedade para a construção de um plano de feliCIDADE para o Recife. Estamos lançando 50 “Diretrizes Para Uma Cidade Arretada” no próximo dia 22, com propostas bem objetivas para que a gestão universalize a atenção básica à saúde e a educação infantil, além de mudar a lógica das políticas culturais, de comunicação, de geração de emprego e renda e sobre drogas. É um documento potente como há muito não se via por aqui.

5- Para Ivan Moraes, Carta à Queridagem foi de fato uma forma inédita de prestação de contas do mandato?

Antes de estar vereador eu sou um comunicador. E estou sempre buscando formas de aproximar o legislativo da população. Mais ainda: fico ansioso para dividir todos os aprendizados que estou tendo na Câmara e querendo que cada vez mais pessoas aprendam comigo e se disponham a participar de alguma forma. A linguagem escrita é uma das minhas preferidas, então as cartas têm também essa função de não me afastar tanto das letras.

6-Defina Ivan Moraes por Ivan Moraes?
Sou uma pessoa que acredita nas pessoas. E acredita que as pessoas são capazes de resolver seus problemas na Terra.

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