Perfil Político: Karla Falcão

Karla Falcão é professora, historiadora e empreendedora. É co-fundadora do movimento Livres e líder RenovaBR e RAPS. Coordena o Embaixadores Livres, projeto que ensina empreendedorismo pra adolescentes da periferia da Região Metropolitana do Recife. Pré-candidata a Vereadora pelo Cidadania para cidade do Recife.

1 – A Karla Falcão está mais amadurecida depois de algumas disputas, nesta eleição de 2020? Qual o maior aprendizado que poderia destacar?

KF – O amadurecimento de várias eleições me trouxe a certeza de que fazer pontes é essencial. Pra tudo. Conhecer pessoas, aprender com elas. Identificar as diferenças entre elas e combinar o melhor que cada uma tem na hora de apresentar ideias, propostas novas pra sociedade, por mudanças reais. E mesmo sem mandato você consegue fazer isso. Não à toa, continuei tocando vários projetos sociais, sendo ano de eleição ou não. Afinal, a eleição é um meio pra mudança, não o único. A experiência me ensinou também que demonizar a política é muito ruim. Boa política é essa troca de experiências pra buscar soluções pra os problemas reais. Não dá pra desistir da política quando se é honesto, porque aí entra o mau político no lugar. E o resultado disso a gente já conhece.

2 – A figura mítica do líder de seu partido (Cidadania), Roberto Freire, é uma inspiração? Porque?

KF – Nós temos duas diferenças principais: a ideológica e a geracional. Essas diferenças geram debates intensos. Mas aí entra a questão da política. Política é conversar com o diferente mesmo, fazer as pontes que podem ser feitas sem perder de vista os próprios valores. Roberto fez as pontes entre as posições dele e do partido e conectou elas com as demandas da sociedade. A gente vê a maneira de fazer as coisas de óticas diferentes, mas somos humanistas, somos essencialmente democratas, gostamos de aprender, valorizamos o conhecimento científico. É uma relação interessante e já rendeu muita coisa boa.

3 – As redes sociais é hoje o seu principal cabo eleitoral? Qual a sua maior plataforma?

KF – Gosto muito de nunca perder a noção de quem por trás de todo perfil tem uma pessoa ali. As redes sociais são feitas de pessoas reais. Ou seja, são ferramentas incríveis pra atingir públicos de difícil acesso ao vivo, a baixíssimo custo, por sinal. Principalmente agora na pandemia. Sendo bem usadas, as redes sociais já são o que há de mais democratizante na política. As redes sociais me deram a oportunidade de manter relações sinceras com o público que me acompanha. Até porque tenho amigos pessoais que conheci no meio político, através da internet, e hoje são parceiras pra vida.

4 – De todos os seus projetos sociais, qual destacaria? Porque?

KF – Todos têm um papel especial pra mim, mas como tenho que escolher um, diria que o Embaixadores Livres. Coordenei essa parceria com o Livres e a gente conseguiu juntar uma equipe maravilhosa de voluntários e colaboradores que formou 109 adolescentes de 43 comunidades do Recife em empreendedorismo social. 12% dos alunos foram contratados por multinacionais e 19 projetos foram desenvolvidos. Inclusive, ano passado, expandimos o projeto pra São Lourenço da Mata. Pessoalmente, o Embaixadores foi o momento em que dei meu melhor como educadora. Vi na prática a Educação bem estruturada mudando a vida das pessoas. Além das aulas com professores capacitadíssimos, a gente garantiu transporte seguro e confortável, alimentação, apoio pedagógico. Foi um projeto que pegou o potencial gigante desses jovens pra mudar e melhorar suas comunidades, e transformou essa energia em ação. É uma fonte de aprendizado, carinho e amizades até hoje e vai continuar sendo por muito tempo.

5 – Karka Falcão por Karla Falcão?

KF – Muita gente me vê nessa postura combativa, de chegar e querer resolver as coisas, de botar a mão na massa. Mas um negócio que marca tudo que eu faço, e que talvez falte eu mostrar mais, é que eu me importo muito com as pessoas. Eu adoro aprender e abraçar oportunidades, honrar elas. E sempre uso isso pra ajudar. Quero viver numa cidade e num país em que ninguém fique pra trás por causa da origem que tem. Esse desejo não define só minhas ações, como eu mesma, como pessoa.

6 – Quando eu te conheci, falastes: “quando eu for prefeita do Recife…”, um sonho, uma realidade? O que faria de diferente na questão, ou seja, qual a maior crítica da atual gestão de Geraldo Júlio?

KF – Pra mim, é um grande projeto. É entregar pro Recife o que o Recife me deu de melhor. E garantir pras próximas gerações as coisas boas que o Recife me negou. É transformar Recife numa cidade que dá orgulho pra gente. Pra isso, eu quero primeiro ser vereadora. Na Câmara, eu quero fazer um mandato transparente, participativo, conectado com o Recife real, do dia a dia das pessoas. Quero mostrar que é possível fazer mais com menos. Que é possível fazer política pra servir às pessoas.

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