Os olhos que me miram

Foto por Roberto Nickson em Pexels.com

Por mais que queira me rotular da minha sina, não posso fugir do meu passado, e ele está cheio de nódulos negros.

Espero o perdão da humanidade, aguardo por um momento de serenidade no olhar do próximo, eu daqui já atingi o meu destino.

Tenho pensado muito nos acontecimentos últimos que ocorreram comigo, e deixo reiteradas vezes registrado o meu apelo em relação aos olhos que me miram.

Não satisfeito com este olhar, me pego observando mais vezes a sentença para mim dada.

E fui condenado de forma contundente.

Não poderia jamais levar para o meu leito de morte tamanha serenidade, apesar de rotulado.

Mas os rótulos são de descompasso, eu não o mereço, em hipótese alguma.

Volta e meia me pego na retórica da contra-mão, e deixo os olhares turvos a me procurarem no vazio completo.

Absoluto.

Vou dar meia volta, espero sentir o desgosto sepulcral, aquele que me dá engodo.

Para aí sim, me libertar de todas as fantasmagóricas amarras.

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