A força deprimida do pé na cova

Foto por Micael Widell em Pexels.com

Há quatro dias que acordo com um pé na cova.

Não estava antes nesta pandêmica situação, tão deprimido como agora.

E demora muito para eu reagir, de fato é muito demorado.

Mas consegui reagir depois de me remoer na cama por horas intermináveis.

O despertar sempre é o pior momento, é muito complicado mesmo, rolo para um lado e para o outro da cama.

Respiração por vezes ofegante, parece que estou constantemente com falta de ar.

E daí eu volto à condição mórbida até o limiar do entardecer, quando faço uma brutal força, e me levanto para caminhar na praça.

Estou agora gozando a endorfina cerebral, o pós-caminhar, propriamente dito.

Esse é o melhor momento do dia para mim, eu de fato me liberto de todas as minha amarras nesta fase do dia.

Agora é torcer para que o amanhã se apresente com um quadro diferente, pois eu continuo lutando, muito mesmo.

Preciso insurgir contra este estado demoníaco que tomou conta de mim…

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