Órfão

Foto por Elina Krima em Pexels.com

Diria que se por alguns instantes eu pude negligenciar o meu retumbante e retórico sentido plural, me transformei órfão de meus desejos austeros.

Vivi durante mil décadas um sentimento de introspecção, agora saio da janela e me vejo perdido sem família.

Nutro dentro de mim um desejo tão sublime que deveria me contrapor à luz que invade meu quarto negro.

Uma retumbante agonia, na penumbra da mais sigilosa decadência moral.

Violência moral, estetizada com a concha de retalhos da minha austeridade.

Vivo atormentado, meus neurônios estão por demais estilizados, na silhueta de uma metáfora, na penumbra de uma circuntância.

Por aqui tudo bem, nada mais a declarar.

Sou ancião de mim mesmo.

Um vulto nas cores.

Uma vida sem sentidos, sem destinos, sem igualdade de processos errôneos.

Mais um passo, estou no caminho da fortuna, convivo comigo mesmo, dentro de um ambiente demasiadamente retórico.

Uma vida de várias formas conturbadas, retumbante e ilusória.

Vejo desenhar nos meus passos, a curva suntuosa da desgraçada vida.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s