O literata da solidão

Foto por Mark Cruzat em Pexels.com

Eu não gostaria que fosse dessa forma, mas o fato é que meus princípios base se foram ao espaço, perdi o meu norte, perdi o meu rumo.

Sem casa, sem abrigo, ando choramingando pelos quatro cantos.

Devo esquecer o meu passado, devo remar contra a correnteza, não adianta mais lamentar pelo que já passou e não tem mais volta.

Agora, ciente de uma nova possibilidade, tenho que recuperar o tempo perdido.

Perdi muito tempo com as minhas introspecções, joguei de forma errada, a minha casa era uma boa casa, e de repente virou uma casa de papel.

Sabedor disso, a mudança não se faz apenas nos pormenores, tenho que me readaptar, sei demais como voltar à estaca zero.

Por um momento pensei que era o supra sumo da parada, mas as minhas ambições foram se deteriorando, fui ficando desamparado.

Me resta algumas linhas, parcas linhas, nada mais.

Como não agradecer a quem me fez bem, a quem jogou sempre ao meu lado.

Essa despedida é puramente literária, nada mais que uma simples despedida, não sei até quando.

Tenho dentro de mim os escrúpulos de uma serenidade, e sei demais como foi difícil conseguí-la.

E nesta serenidade tenho que me readaptar.

Estou sofrendo, muito.

Mas o desamparo literário desta vez está condicionado apenas ao papel, do virtual posso desdenhar possibilidades mil.

Estou certo de todas as minhas qualidades, agora, nada mais que voltar a ser o introspectivo, o literata da solidão.

Como se não fôssemos todos nós.

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