O andarilho da verdade

Foto por Oliver Sju00f6stru00f6m em Pexels.com

O bravo andarilho esteve nas mais sombrias paragens, aquelas introspectivas, que dilaceram o corpo e a mente.

Esteve por vezes aprisionado nas suas ruínas, a mente presa dentro de um relicário.

E viu alí todo o seu infortúnio acelerar a sua morte.

O andarilho esteve perto de um dilema existencial, mas não se furtou e manteve a sua firme vocação para a brevidade do seu tempo.

Mas o fato é que ele queria viver mais.

Até então sobrevivendo, ele jamais soube afirmar com clarevidência, como pode firmar pactos com lobos.

Não se aprisionou mais em entranhas dilaceradas.

Refez o seu assombroso caminho, optou por jejuar, e na condição de famigerado no tempo, fez voar todos os corações divinos, aqueles por quem ele se apaixonara.

O andarilho sabia que estava prestes a atingir o final do poço, o fundo dele, e conseguiria chegar a tempo de encontrar a sua metade?

Estava prestes a renunciar o sabor do pecado.

Se recolheu a ínfimas manifestações de prazer.

Nunca mais foi o mesmo.

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