A pontada

Foto por Maria Orlova em Pexels.com

No meio do nada, sinto a facada arder por entre minhas entranhas.

Não vou aguardar a cicatrização fazer efeito, eu estou de fato com a dor intensa fazendo de mim uma vítima fatal.

Por entre laços, por entre tromentos, sei que muito foi dito antes da dor aguda.

Vou celebrar todas as minhas culpas, não me farei de rogado, eu tenho o juízo para reconhecer todas as minhas falhas, no que foi levada a julgamento.

Não, nunca antes poderia permitir a má energia penetrar nas minhas paredes sensoriais, não será agora.

E por tudo e por todos, levo a minha culpa para um local infinfável, totalmente finito, mas impenetrável, intransponível.

Uma faca giratória, nunca estaria pegando uma só.

Gira a roleta, em cada casa uma faca, uma pontada, um dissabor, um elemento para temperar a carne.

Infinita e múltiplas possibilidades.

Uma pontada de felicidade, porque não?

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