Um dia de sol

Foto por moein moradi em Pexels.com

Por quantas vezes me vi recluso, vitimado pelo desejo não consumado?

É um dia de cada vez, é bem certo.

Ultimamente estou me sentindo só, encurralado pelos abutres que me deixaram neste estado, escanteado pelos meus.

Nem um telefonema, nada, fui tomado pelo obscurantismo.

Mais fortalecido, aguardo agora me levantar para mais um dia, e quantos dias mais terei de me levantar?

O inverso, o reverso, nada neste mundo me fará herói de mim mesmo.

Sou a quarta parte de um coração dilacerado pela angústia.

Muito difícil tem sido esses dias, noites de paz, dias de luz, mas na verdade tento apagar as chamas que fizeram meu coração arder.

Vou combinar um pouco de desejo com a falta do tal, o desejo efêmero, aquele que vai embora rapidamente.

Posso sentir escorrer pelos dedos todo o meu vigor, não possuo mais o sabor doce que me acompanhou em vida.

Agora um pouco de reflexão…

Quero me livrar da culpa, quero penetrar neste ócio, me fazer novamente herói.

E a culpa deixar para outras pessoas, não as quero mais carregar.

Um dia de cada vez, um segundo de cada vez, frações milimetricas, uma por uma, preciso me recuperar.

Sim, estou passando por mudanças.

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