Os cactos serviram de água

Foto por Scott Webb em Pexels.com

Estou com muita sede.

Sede de viver.

Por muito tempo clamei pela morte, trancado em um quarto, tomando vodca.

Eu fiquei completamente deformado, é bem certo, e senti dentro de mim o peso de uma escolha.

Isso durou longos cinco anos, os cinco últimos anos de minha vida? Talvez, se o fenômeno não acontecesse.

Eis que saí de dentro da bolha, consegui ver o mundo do jeito que ele era, o mundo sagaz e cruel.

Virado no talo da macaxeira.

O mundo que eu vi, não tem espaço para o diferencial, não tem momentos para o não convencional, pois eles, estão à margem do trivial.

E esse trivial, dentro do cenário dos “normóides”, é um apelo contra as diretrizes diferenciais das pessoas com potencialidades reprimidas.

Vivi para ver esse mundo.

E matei a sede no seu espinho, mesmo disfarçando com sorvete a ferida e o pus do mundo, pode ser, essa miséria aí.

Cidade submersa, pasto de pestes.

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