A realidade encoberta

Cidadelas – Valdson Silva

Vou penetrando na madrugada, sem camisinha, exposto e sabedor de que a venérea doença estará praticamente impregnada na minha pele.

A fimose inflamou.

Agora, terei que fazer uma transição medicamentosa, a dor da doença se alastrou, preciso do alívio e da cura.

Mas essa danada dessa escuridão noturna…

A cidadela me mostra quão putrefato é o escárnio deste destemperado viver.

O psicopata e louco apocalíptico, o poeta verborrágico, destila a sua poesia com dor, doença, pus, ingrata a sua vida imunda.

O reflexo de tudo é luz no meu caminho. Iluminação negra e putrefata.

Não irei mendigar um prato de comida, morrerei de fome, não vou concordar com essa errática performance de sobrevida, onde um prato de comida, praticamente me condena a me alimentar de dentro de um mausoléu.

A minha vida está por um fio.

O errático será sempre um saboroso sorvete, para disfarçar a ferida e o pus do mundo.

Cidade submersa pasto de pestes…

Pode ser, essa miséria aí.

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