O ofício mental

Todas as vezes que me pego preso aos pensamentos destrutivos, aguardo um pequeno tempo para que eles se dissipem, e por vezes o melhor remédio é ir dormir.

Um dia depois do outro.

E se me pego distante dos maus presságios, é porque abandonei uma situação conflitante, mesmo sabendo que a realidade dos fatos não vai alterar os destrutivos pesares.

Nessa situação pandêmica, não me resta outra coisa a fazer que não seja sobreviver.

E sobrevivendo um dia de cada vez, vou penetrando em uma estatística que me leva a refletir um somatório de bênçãos, sim, estou do lado dos sobreviventes.

Estou vivo para contar a minha estória.

E ela já tem vários capítulos.

Agora, comumente em afirmar que a vida me trouxe vários dissabores, me pego com a graça de quem venceu os obstáculos que ela apresentou.

Sou um sobrevivente.

Pandêmico, patológico.

Espero por fim às minhas angústias, quero ser o reflexo da bonança.

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