Ostracismo do perdão

Foto por Rok Romih em Pexels.com

Eu tenho muitos deafetos.

Gostaria que todos desaperecessem do mapa.

Mas tenho em mim o dom de perdoar, portanto que pelo menos me peçam perdão.

Os meus inimigos apenas tentaram tripudiar da minha pessoa, eles montaram um acampamento na minha moral.

E ela ficou em frangalhos, eu tive que descuidar um tempo de mim, para comigo mesmo, sair de supetão do hemisfério das sombras.

As sombras que me levaram à solidão inóspida.

Dela tenho apenas a afeição de uma parca e rara afeição com os outros.

As outras pessoas, elas mesmas que me fizeram um poderoso inimigo de mim mesmo.

Vago na gélida solidão, migro os meus tormentos para mais abaixo dos meus sentidos, eles, sim, eles formam todas as minhas apoteoses.

Sempre me perguntei sobre os meus lampejos, sempre atribuí as minhas aspirações aos meus tormentos sobrenaturais.

Os fantasmas me cercaram e eu tive que ficar recluso a um marasmo sem fim.

Agora a penitência de quem tem poderes sobre os meus desafetos, será a prisão de todos os desafortunados seguidores do mal.

E para o bem, que fique eu amedrontado, esperando as míseras esmolas para me perdoar e perdoar a quem tem pena de mim.

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